» Abolição da Escravatura


OS NEGROS NO BRASIL

     Ele foram trazidos da África por volta de 1530. Como escravos, sustentaram a economia por mais de 350 anos e ajudaram a enriquecer a nossa cultura. Hoje, os afro-brasileiros, descendentes dos africanos no Brasil, representam quase metade da população e sua influência cultural está presente na música, na dança, na língua...
    O jogo da capoeira e o ritmo animado do samba, que todo mundo gosta, têm suas raízes no continente africano. Chegaram às terras brasileiras junto com os primeiros escravos trazidos para trabalhar nas lavouras de cana-de-açúcar.
    Os negros também trouxeram sua religião, o candomblé, que ganhou força no Brasil. Saiba mais sobre o papel do negro e sua influência cultural no país.

Cardápio afro-brasileiro

    Nossa culinária também recebeu muita influência da cultura africana. Alguns pratos, como o acarajé, o caruru e o vatapá, são comidas típicas da Bahia. Outros estão presentes de norte a sul do país. É o caso da feijoada que, originalmente, era uma comida dos negros escravos.

Da escravidão à liberdade

    Os africanos começaram a chegar ao Brasil a partir de 1530, no início da colonização do território. Vieram para trabalhar nas lavouras de cana-de-açúcar. Dos engenhos, foram levados para as minas de ouro e para as fazendas de café. Durante mais de 350 anos, a maior parte do trabalho no Brasil foi realizada por essa mão-de-obra escrava.
    Embora pertencentes a diferentes nações africanas, todos os escravos chegavam ao Brasil como "negros da Guiné". Recebiam esse nome porque os traficantes de escravos chamavam de Guiné a costa ocidental da África, de onde saíam os navios negreiros.

Cana-de-açúcar

    O ciclo do açúcar dominou a economia brasileira por mais de 100 anos (entre os séculos XVI e XVII). Nos engenhos, os escravos negros trabalhavam de sol a sol, comiam mal, eram castigados e morriam muito cedo, sendo logo substituídos por novos escravos.
    Aqueles que sobreviviam já eram considerados velhos por volta dos 35 anos. Inconformados com sua situação, os escravos sempre tentaram fugir e viver livres. Os que conseguiam formavam quilombos, em geral no meio do mato.

Lavoura cafeeira

    Os escravos negros também trabalharam nas fazendas de café do Rio de Janeiro e de São Paulo. Até a Abolição da Escravatura, em 1888, eles foram a principal mão-de-obra do país: trabalhavam nas fazendas de gado, faziam todos os trabalhos domésticos, eram sapateiros, ferreiros ou vendedores ambulantes. Enfim, executavam todas as tarefas que eram consideradas humilhantes pelos brancos.

Ciclo do Ouro

    A descoberta de ouro em Minas Gerais, no século XVIII, estimulou ainda mais o tráfico de escravos negros no Brasil, que durou até meados do século XIX. Todo o trabalho nas minas era feito por eles. Os navios negreiros transportavam entre 100 e 600 escravos por viagem. Homens, mulheres e crianças eram amontoados nos porões das embarcações. Assustados e com muita saudade de casa, muitos morriam durante a viagem.

A resistência dos escravos

    Os negros sempre lutaram por sua liberdade. Ao serem aprisionados, na África, muitos deles preferiam morrer lutando a embarcar nos navios negreiros. A maioria, porém, era colocada à força nos porões das embarcações. Muitos sofriam de banzo: uma tristeza imensa que os deixava sem comer e os levava à morte. No Brasil, os escravos também desafiaram os senhores de várias maneiras. Além das fugas para os quilombos, havia formas de rebelião individuais: eles suicidavam-se, envenenavam os brancos, quebravam ferramentas ou punham fogo nas senzalas.

Quilombo dos Palmares

    Muitos escravos que fugiam de seus senhores escondiam-se nas matas. Ali, fundavam quilombos (povoações, na língua banto). O maior e mais importante deles foi o Quilombo de Palmares. Foi lá que nasceu Zumbi, o último líder do quilombo. Palmares ficava no atual Estado de Alagoas e chegou a reunir cerca de 30 mil pessoas. Resistiu por mais de 100 anos a várias tentativas de destruição. Começou a ser formado no final de 1590 e só foi derrotado em 1694.

Fonte:"http://recreionline.abril.com.br/pesquisa_escolar"

« Voltar