» Dia da Independência do Brasil


No dia 7 de setembro de 2004 o Brasil comemora 182 anos de independência. Dom Pedro I, filho do rei de Portugal dom João VI, deu o grito da libertação brasileira em 1822, na cidade de São Paulo. Vamos conhecer essa parte da nossa história?

    Em 1500, quando os potugueses chegaram às terras brasileiras, nosso país tornou-se Colônia de Portugal. Isso significa que quem mandava no Brasil eram os portugueses. Ao longo dos anos, nosso país só podia produzir o que interessava a Portugal e não podia ter indústrias ou mesmo publicar livros e jornais. Além disso, nossas maiores riquezas, como o ouro e o pau-brasil, eram levadas para a Europa.
Foi somente em 7 de setembro de 1822 que o Brasil finalmente se libertou do domínio português. Depois de mais de 300 anos, os brasileiros puderam produzir o que quisessem e comprar e vender para qualquer país do mundo!

No caminho da Independência

No dia 7 de setembro, dom Pedro estava passando por São Paulo quando recebeu uma carta de Portugal exigindo a sua volta, e outra do ministro brasileiro José Bonifácio de Andrada e Silva, que o incentivava a declarar a independência do Brasil.
Nessa hora, dom Pedro estava às margens do Riacho Ipiranga. Animado com a chance de tornar-se imperador do Brasil, ele preferiu a alternativa da carta de seu ministro. Dom Pedro levantou a espada e gritou: "Independência ou Morte".
Mas foram necessários alguns anos para que Portugal reconhecesse nossa independência. Para isso, o Brasil teve de pagar a Portugal 2 milhões de libras esterlinas, a moeda usada na Inglaterra e a mais valiosa do mundo na época. Como não tinha esse dinheiro, o Brasil precisou pedir emprestado aos bancos ingleses.

O primeiro imperador

Dom Pedro I nasceu em 1798 e era o segundo filho de dom João e de dona Carlota Joaquina. Com a morte de seu irmão mais velho, Antônio, dom Pedro tornou-se o herdeiro do trono português.
Em 1817, quando ainda era príncipe, dom Pedro casou-se com dona Carolina Josefa Leopoldina de Habsburgo, nascida em Viena, na Áustria, em 1797.
Foi um casamento arranjado, pois os noivos nem sequer se conheciam. Mesmo assim, a imperatriz sempre esteve ao lado do imperador.
Dom Pedro era músico e, no próprio dia 7 de setembro de 1822, compôs o Hino da Independência.
Em 12 de outubro do mesmo ano, ele foi aclamado imperador do Brasil. Em 1831, retornou a Portugal, onde morreu em 1834.

Vida à moda européia na capital do Império

Com a vinda da Família Real em 1808, o Rio de Janeiro passou por muitas transformações. Em um primeiro momento, a chegada de 15 mil pessoas que vieram na comitiva causou alvoroço na cidade. Afinal, onde abrigar tanta gente? A primeira providência foi encontrar 2 mil residências. O Rio de Janeiro passou por uma verdadeira faxina: ruas limpas e fachadas dos prédios pintadas.
Graças a dom João VI, o Rio de Janeiro se transformou em um pólo cultural. O rei português foi responsável pela construção de importantes obras públicas, como o Observatório Astronômico, o Arquivo Central, a Academia da Marinha, a Aula de Comércio, a Academia Militar, a Academia Médico-Cirúrgica, o Jardim Botânico, o Laboratório de Química, o Teatro São João, o Banco do Brasil, a Casa da Moeda e a Imprensa Régia. Com ela, finalmente os brasileiros puderam imprimir livros e jornais.
A vida na capital parecia-se com a de grandes cidades européias, como Paris ou Londres. Damas e cavalheiros da Corte seguiam a moda francesa. Uma pequena parcela da população carioca tinha acesso a móveis, louças e jóias de luxo. Além de ir a confeitarias em carruagens de porta de vidro ou em cadeirinhas carregadas por escravos.

Fonte:"http://recreionline.abril.com.br/pesquisa_escolar"

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